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Introdução à Meditação - "O Segredo 2" - Parte III (Cont.)

Introdução à Meditação - "O Segredo 2" - Parte III

Introdução à Meditação - "O Segredo 2" - Parte II

Introdução à Meditação - "O Segredo 2" - Parte I

Introdução à Meditação

"O Segredo 2"

A Finalidade da Meditação

A finalidade da Meditação é centralizar a consciência. Progressivamente, a Meditação proporciona a cura de doenças, desenvolvendo o entendimento interior na sua relação com o exterior, celebrando o equilíbrio e a realização espiritual. Assim, lenta e diariamente, o indivíduo vence certas barreiras que o impedem de ser feliz, tais como: fragilidades de carácter, carências de amor, escassez de propósitos na vida, etc, que originam máculas e desarmonias nos corpos, físico, emocional, sentimental, mental e espiritual.

Meditação sobre a Respiração

A principal actividade mental usada nas meditações sobre a respiração é a concentração, a habilidade de manter a atenção focalizada sobre o que quer que se esteja a fazer, sem se esquecer ou vaguear para outros objectos. Aqui, o objecto de concentração é a própria respiração. Na sua forma mais efectiva, a concentração é acompanhada pela atenção discriminativa, uma outra função da mente que, como um guarda, está alerta contra distracções e pensamentos perturbadores.

Importante aforismo zen-budista

"Na obscuridade está a luz; não olheis com olhar obscuro. Na luminosidade está a escuridão; não olheis com olhar luminoso".
Este pensamento contém um ensinamento muito elevado, capaz de libertar a pessoa que medita dos grilhões do raciocínio formal limitado. Uma situação prática adaptável a esse aforismo seria, por exemplo, a de uma pessoa deprimida, que só vê escuridão em tudo, sem perceber que a resposta ao seu sofrimento, ou "a luz", está na própria experiência negativa pela qual ela passa. Com relação à segunda parte do aforismo, tomemos como exemplo uma pessoa erudita, carregada de informações e que se considera muito evoluída ou adiantada. Neste e em muitos outros casos semelhantes, o excesso de "luz" acaba cegando, impedindo ou limitando o próprio crescimento individual. Quanto maior a carga de conhecimentos ou de informações, maior o distanciamento do indivíduo da simplicidade original. Diz a sabedoria antiga que as coisas mais profundas são as mais simples, mas a mente analítica, baseada apenas na lógica formal, não dialética, não tem condições de penetrar a suprema simplicidade essencial.